Mineração: resiliência e promessa de retomada rápida

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Estamos em meados de 2020 e o cenário futuro para a economia mundial ainda é uma incógnita. O setor de mineração, componente fundamental do nosso comércio exterior, também é parte desse contexto. Afinal, sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é próxima de 4%.

Então, o que nos espera? Até que ponto a crise provocada pela pandemia afeta a mineração?

Vamos abordar o assunto neste artigo. Siga com a leitura!

O cenário recente

Os dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) já acusavam uma redução de quase 18% na produção do setor no primeiro trimestre de 2020, em comparação com o quarto trimestre do ano anterior. 

O setor já vinha sofrendo as consequências de fatores negativos, como rompimentos de barragens e fortes chuvas do início do ano. Com o agravamento da pandemia de Covid-19 e seus reflexos sobre compradores de peso, como China e Europa, a mineração no Brasil não teria como não sofrer impactos.

A resiliência

O cenário acima é o que se descortinava no Brasil, no primeiro trimestre de 2020. A boa notícia é que resiliência parece ser uma das características marcantes da mineração mundial. 

Um estudo da rede PwC datado de junho de 2020 revela que as 40 maiores empresas mineradoras do mundo estão passando pela crise praticamente incólumes, ou em situação mais confortável do que empresas de outros segmentos. Na lista das 40, estão os nomes mais conhecidos do setor, como as australianas BHP e Rio Tinto, a brasileira Vale, a chinesa Shenhua, a suíça Glencore e o grupo Anglo American, entre outros. 

Segundo o estudo da PwC, entre os fatores que levam à performance positiva das 40 maiores mineradores em 2020, estão:

  • encerramento de 2019 em situação financeira sólida;
  • adaptação ao momento, adotando trabalho remoto e controle de riscos de contaminação no local de trabalho;
  • em vez de mega investimentos, aquisições mais modestas no mercado local;
  • intensificação do foco no controle de processos e gerenciamento de riscos;
  • com fronteiras fechadas, preferência a fornecedores locais;
  • forte suporte da tecnologia e automação;
  • reposicionamento de estratégias, entre outros.

A mineração pós-Covid-19

O setor brasileiro depende fortemente das exportações e está acostumado a lidar com flutuações de preços no mercado internacional. Apesar de que o cenário pós-Covid-19 ainda se revela incerto, as mineradoras já acomodam sua produção, de acordo com a demanda. 

O mencionado estudo da PwC aponta variações no mercado de commodities, com quedas nos preços de metais de base, cobre, níquel e zinco, o que leva a uma redução de sua produção. 

Por outro lado, o preço do ouro e do minério de ferro se mantém em alta. Aliado ao aquecimento de mercados como China e Índia, que estão saindo da pandemia, as projeções são positivas para as empresas do setor. 

Concluindo, o setor de mineração sofre com os impactos de fatores internos e externos, então, era de se esperar que a crise provocada pela pandemia afetasse as empresas do ramo. No entanto, o setor acostumou-se a este contexto de flutuações de preço e necessidade de ajustes, o que, de certa forma, o coloca em posição de vantagem no enfrentamento de crises. 

Felizmente, as maiores mineradoras do planeta têm enfrentado o momento com força e resiliência, conseguindo manter o equilíbrio financeiro e a performance positiva. 

E você, como vê o futuro da mineração depois da pandemia? Com otimismo ou pessimismo? Deixe sua opinião e comentários no post! 

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