Energia sustentável: o que há de mais inovador hoje

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O Brasil (assim como toda a cadeia produtora de energia) se depara com questões sensíveis no que diz respeito ao meio ambiente e produção energética. O mundo se dedica ao desenvolvimento de pesquisas, tecnologias e políticas que têm como objetivo principal produzir energia e ao mesmo tempo reduzir o impacto ambiental. 

A resposta está, mais uma vez, na inovação e tecnologia. As normatizações da Aneel, que entraram em vigor em 2012, deram novos – e melhores – rumos para a produção de energia brasileira. Isso impulsionou o mercado das fontes alternativas de produção energética e ainda deram força para os projetos de geração distribuída.

Conheça a seguir algumas das principais inovações e tecnologias, que vêm sendo consideradas as mais promissoras no cenário atual da produção de energia sustentável:

 

Geração Distribuída

A premissa da Geração Distribuída (GD) é a de produzir energia próximo ao seu centro de consumo. Atualmente a maior parte da geração de energia no Brasil ainda se dá de forma centralizada e distante dos pontos de consumo. 

Como a energia precisa viajar cerca de 2 a 3 mil km até chegar ao consumidor final, as perdas nas linhas de transmissão são difíceis de contornar.

As maiores vantagens da Geração Distribuída são:

  • Maior velocidade na implementação de projetos;
  • Custo menor em relação às grandes usinas;
  • Diminuição de perdas;
  • Solução para comunidades mais isoladas, como populações de ilhas ou da Amazônia: a instalação de linhas de transmissão nessas áreas costuma ser difícil, bem como sua manutenção. O Brasil tem grande desassistência de energia, o que significa um mercado potencial 100 bilhões de reais;
  • Reduz impactos ambientais (prioriza a utilização de recursos renováveis como biomassa, vento, sol e biogás).

Para a imediata aplicação dessas tecnologias, o Brasil vem apostando nas soluções que utilizam fontes de energia mista. Com isso, é possível acelerar a incorporação das novas fontes de energia sustentável e ao mesmo tempo garantir robustez aos projetos de GD.

 

Biogás: potencial de produzir como uma Itaipu

Por meio de um processo bacteriológico controlado de resíduos orgânicos, transforma-se matéria orgânica em mistura de metano e CO2. É um combustível que pode ser usado em geradores de energia elétrica, térmica e purificado para utilização como gás natural renovável (o biometano, por exemplo, que pode abastecer frotas de caminhões, carros, etc). 

Uma solução que inicialmente partiu da preocupação ambiental, acabou por mostrar um excelente potencial para a produção de energia sustentável, além de apresentar baixo custo.

A matéria orgânica naturalmente vai se degradar na natureza, em processos naturais. A energia que não se aproveita nesses processos equivale a uma Itaipu e meia por ano!

 

Inovação em processos na produção de energia sustentável 

Além da produção da energia em si, a inovação também se aplica aos processos que envolvem toda a cadeia de geração energética.

Por esta razão, a Aneel fez, em 2015, uma parceria com a Universidade de Cambridge. O objetivo era identificar os principais desafios na implementação de projetos de energia distribuída. 

Uma das constatações foi o alto consumo energético nos data centers. Assim, por meio do Programa de Eficiência Energética da Aneel, entrou em operação o primeiro data center movido a energia solar.

Este exemplo consolida a tecnologia, a pesquisa, o desenvolvimento de ferramentas analíticas, o uso de big data e inteligência artificial com um  papel fundamental para o planejamento, tomadas de decisão e na eficiência na operação de sistemas energéticos.

 

Ainda há muitas outras tecnologias e inovações a caminho! A produção de energia sustentável já é realidade e tende a ganhar cada vez mais protagonismo. É um cenário no qual todos saem ganhando: o mercado, o meio ambiente e a sociedade.

 

Sobre quais outras fontes de geração de energia, inovações e tecnologias você gostaria de saber mais? Deixe sua sugestão nos comentários!

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